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quinta-feira, novembro 16, 2017

EU FICO ANSIOSA OU: COMO TENTAR MUDAR MEU ESTILO DE VIDA ME FAZ PIRAR

Um fato sobre a pessoa que vos escreve: sempre fui uma consumista de plantão. Uma blusa apenas não bastava, eu precisava daquele modelo lindo em todas as cores disponíveis. Com o tempo fui diminuindo essa compulsão e hoje estou ainda em processo e vivo dizendo para mim mesma que ter hábitos saudáveis é melhor; eu vou agredir menos o meio ambiente e o aquecimento global é culpa das minhas compras desenfreadas. Tá, eu sou um pouquinho exagerada em alguns pontos, mas vamos fazer o quê?

O problema em querer consumir de forma consciente é que acaba me deixando ansiosa. Eu já falei algumas vezes por aqui que faço tratamento e, apesar de não fazer terapia - ainda - eu uso medicamentos controlados para não surtar de vez. Coisa que estou tentando largar, oremos!

Vez ou outra me pego vendo videos nos Youtube sobre o tal consumo consciente e sobre veganismo, vegetarianismo, produtos cruelty free. Percebi então que depois de ver todos esses videos eu me sentia culpada. Uma culpa que pensando bem não deveria existir. Penso demais no meio ambiente e em formas de não maltratá-lo, mas eu não conseguiria levar uma vida sem carne, e o fato de me imaginar tendo que fazer uma pesquisa enorme para saber o que comprar não me faz bem. 

Peço perdão caso alguém se ofenda com esse post, acredito que seja uma causa realmente nobre, entendo perfeitamente o pensamento de pessoas que defendem os animais, mas cada vez que penso na quantidade de coisas que eu tenho e que são testadas em animais ou que prejudicam o meio ambiente eu fico em uma situação complicada, a ponto de perder o sono. Entendam que eu acho justíssimo, porém não posso me deixar passar por um sentimento pior ainda por saber que eu amo certas coisas e não vou conseguir me desfazer delas tão facilmente.

Não consigo mudar de uma vez e sei que nunca vou conseguir ser uma pessoa vegetariana e é aí que eu tento fazer alguma coisa para compensar. De uns tempos para cá, todo produto que compro eu dou uma pesquisada de leve para saber mais sobre a marca. Tento buscar aqueles produtos que sei que são cruelty free, naturais/orgânicos, entretanto não me prendo demais a isso justamente porque afeta minha saúde mental e não acho que isso seja bom. 

Algumas atitudes pequenas do dia-a-dia já me fazem sentir bem, como por exemplo:

-substituir aos poucos e de forma natural produtos que testam em animais;
-comprar somente o necessário;
-jogar o lixo no lixo - embora seja algo simples, muita gente não o faz;
-usar produtos recicláveis;
-não produzir tanto lixo;

Para isso eu sigo alguns pensamentos antes de qualquer coisa:

-pesquiso marcas acessíveis e que realmente são cruelty free;
-antes de comprar me pergunto se preciso ou se quero;
-procuro formas alternativas e que podem ser usadas várias vezes ao invés de uma vez e lixo.

Estou me sentindo bem aliviada depois de escrever esse post. É como se algo estivesse preso aqui na garganta e que eu precisava falar para as pessoas que me leem. Espero que me compreendam e compreendam o sentido desse textão e caso vocês saibam de produtos alterativos e que realmente tenham preços bons, por favor me indiquem, aos poucos eu acho que consigo chegar lá. Ou quase lá.

terça-feira, outubro 31, 2017

O QUE FAZER QUANDO SE SENTIR PARA BAIXO?

Seja qual for o motivo, a razão ou a circunstância, tem sempre aqueles dias em que a gente gostaria de ficar isolado do resto do mundo, deitado em posição fetal e, talvez, com a Netflix como única companheira. Bom, eu já fiz muito isso e por experiência própria digo que nunca resolveu nada. Não aliviou sintomas de querer desaparecer e muito menos fez eu me sentir melhor. Muito pelo contrário, eu só levantava por obrigação e isso fazia eu me sentir até pior, já que o sentimento de não estar fazendo nada útil continuava.

Algumas dicas na internet me ajudaram bastante a melhorar em momentos assim, aliás ajuda até hoje e, também por experiência própria, faça por você. Não espere que você fique bem por causa de terceiros, não espere alguém vir te animar. Tome a iniciativa. Mesmo que a gente tenha pessoas queridas que nos apoiam, só você sabe o que está passando e sentindo. É muito ruim ficar para baixo. Nossa saúde mental merece mais, então aqui estão algumas coisas que me ajudam e talvez possam te ajudar também.

Tome um banho frio
Alguns estudos já comprovaram que água fria trás inúmeros benefícios para o corpo. Desde que li isso em algum lugar que não lembro, sigo a recomendação. A água fria ativa um hormônio - que também não lembro o nome - que é responsável por dar a sensação de bem estar e tem um efeito antidepressivo. Além disso eu normalmente fico bem mais alerta. Comigo funciona.

Ouça uma música leve
O Spotify é um salvador de vidas. Da minha vida. Se eu tivesse que escolher apenas dois aplicativos para ter no celular, certamente seria ele e o app da Netflix. Enfim, lá você encontra listas prontas para várias ocasiões. Descobri que ouvir smothie jazz me acalma. Música instrumental também, então eu tento selecionar as preferidas e sempre criar playlists novas.

Saia de casa
Antes de me mudar, sempre que eu estava me sentindo para baixo eu saía para dar uma volta. Às vezes, poucas vezes eu colocava um tênis e fazia caminhada. Quando não, eu apenas ia para o shopping lá perto. Agora, como estou em uma cidade nova e não conheço muito, só pego umas moedinhas e vou à padaria. É uma boa caminhada daqui até lá, então dá para pegar um ventinho no rosto.

Respire
Dizem que antes de fazer algo idiota ou dar uma resposta grosseira, se você respirar, alivia o estresse. Parece que ventilar o cérebro evita que façamos uma burrada. Quando eu penso que nada mais vai dar certo nessa vida, eu apenas sento e respiro. Respiro até conseguir raciocinar melhor. Às vezes isso também me ajuda, principalmente assim que acordo e já estou na bad.

É isso. Espero que também possa te ajudar de alguma forma e se precisar de um ombro amigo e virtual, é só chamar.

terça-feira, setembro 12, 2017

FOOD TRUCK NO SHOPPING SUL

Já comentei algumas vezes que aqui na região em que moro é bastante comum rolar algum tipo de festival, principalmente gastronômico. No último final de semana rolou o Food Truck no Shopping Sul, ele fica em Valparaíso, minha nova cidade. É Goiás, mas nem tanto, é praticamente DF.

Eu tinha ouvido falar bem por alto sobre evento e nem tinha intenção de ir, mas aí que depois de uma mini crise de ansiedade/estresse o Rodrigo me chamou pra dar uma volta e fomos lá. Tudo aconteceu no lado externo do shopping, que é bem grandinho. Tenho várias considerações a fazer.
Food truck, aqui em Brasília, é um em cada esquina e nem todos justificam os preços absurdos. Sempre tem algum tipo de encontro em espaços abertos por aqui e muitas vezes é desanimador justamente por serem bem caros. Mas é legal ir de vez em quando ara sair da rotina. Apesar do espaço grande que tem ali, haviam poucos carros, de comida e bebida, tinha também culinária japonesa, mas senti faltaram opções como comida vegetariana, por exemplo. 

Demos uma volta no shopping para ver se alguma coisa chamava mais a atenção, mas acabamos voltando e optamos por um crepe. Cada um custava R$15 e você podia escolher uma cortesia que era ou um crepe doce ou uma bebida. Foi um sacrifício encontrar um lugar para sentar, o lugar não estava cheio, mas eram poucas as mesas, e quando finalmente encontrei a mesa estava imunda e ninguém para limpar. Comemos também a famosa batata rústica do Geléia. Não sei se eles têm franquias fora do DF e entorno, mas se tiver, sugiro a batata. É uma delícia, temperada com páprica e alecrim.
Teve também música ao vivo e, apesar de não ficamos por muito tempo conseguimos curtir um pouco da banda, que era muito boa. O som, por incrível que pareça estava ótimo, já que é muito raro você encontrar um som bom em eventos do tipo. 

Acho muito legal que as empresas levem os eventos para todos os lugares e que tornem cada vez mais acessíveis. Também estou achando o máximo que ali no Shopping Sul estão ocorrendo diversos eventos diferentes, esse foi o primeiro que pude ir, mas sei que sempre tem alguma coisa por lá. Ainda assim, acredito que a organização deva investir em mais alguns detalhes e ofereçam mais opções ao público. Foi uma experiência boa e pretendo participar de mais festivais para contar aqui no blog e até mesmo indicar algo diferente para os brasilienses, já que nossa maior diversão aqui é comer e morrer de calor.

Apesar de tudo, mudar um pouco de ares é sempre bom, não é mesmo? E desculpem a qualidade das fotos, eu detesto fotografar à noite.

quarta-feira, agosto 09, 2017

UM DIA, DECIDI MUDAR

Do dia para a noite, muitas coisas mudam na sua vida. Aquele seu emprego recém ~finalmente conseguido já era, os planos de mudança precisam ser adiados e você está cansado de tudo ao redor. Ou melhor, de grande parte das coisas ao seu redor. Os últimos quatro dias estão mais ou menos assim para mim. Sei que comecei o texto um tanto dramática, mas é assim que as coisas estão.

Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, eu simplesmente não podia adiar a decisão que já tinha tomado há alguns meses: cortar o cabelo. Você pode estar pensando: 'ah, mas é só um corte de cabelo', mas para mim é mais do que isso. Já tive o cabelo curto e bem grande e faz uns cinco anos que não corto assim. Eu não aguentava mais demorar horas lavando o cabelo e acabava fazendo isso apenas duas vezes na semana, isso quando não estendia por um tempo maior. Não aguentava mais dormir e o acordar com a sensação de que estou morrendo, sendo que na verdade era só o cabelo enrolado no meu pescoço.

Decidi que não iria me apegar a isso, já que cabelo cresce. Além disso, eu já tinha feito a tentativa de usar ele colorido, se vocês bem lembram. Mas percebi que isso de ficar descolorindo, pintando, retocando não é pra mim. Tô cansada e com preguiça. Precisava de mais leveza. E foi assim que, primeiro optei por começar a técnica low poo, já que ele estava caindo aos montes e isso me dava um baita tristeza. Depois percebi que aquelas pontas não estavam bonitas, muito pelo contrário. Procurei uns cortes na internet e vinha adiando. Na segunda-feira - 31/07 - várias coisas aconteceram e foi aí que eu não aguentei mais.
Precisava me sentir mais bonita, diferente, cansei daquela aparência e daquele cabelo. Cortei. Fiz um long bob e, olha, estou apaixonada desde então. É como se tivessem me tirado um peso das costas. Ou melhor, da cabeça. Coisa boba? Sim, mas para mim é só o início de grandes mudanças.

segunda-feira, julho 17, 2017

FESTIVAL DO AÇAÍ E SORVETE NO PARQUE DA CIDADE

Uma coisa que eu reparei aqui no blog é que os posts mais acessados são aqueles mais pessoais, que conto algo sobre minha vida e sobre como tudo está do lado de cá, por exemplo, esse texto. Acho bem legal, porque sei que quando preciso desabafar sempre tem um monte de gente linda com mensagens maravilhosas para mim. Pensando nisso, decidi compartilhar com vocês minha ida ao Festival do Açaí e do Sorvete que teve esse final de semana aqui em Brasília.
Aqui em Brasília tem muito essa coisa de festival, mas normalmente não me empolgo muito, já que os preços costumam ser bem altinhos. Não sei se vocês sabem, mas Brasília é toda gourmetizada. Tudo aqui, a meu ver, é bem mais caro do que qualquer coisa. Mas ainda assim fui ao festival de pizza e, agora, ao festival do sorvete e do açaí.

Eu sou muito louca por açaí e o Rodrigo por sorvete. Tínhamos comentado sobre  o evento há algum tempo, mas acabei deixando a ideia de lado. Sábado o dia foi bem puxado - para quem não sabe eu trabalho em escalada 12x36, de 11:30 às 23:30, mas é bem comum eu sair de lá depois de 00h - e minha intenção era passar o domingo fazendo vários nada. Eis que acordo com o Rodrigo me ligando e dizendo que iríamos tomar açaí, mas que não era pra eu ir de pijama, porque seria no Parque da Cidade. Se eu ri? Até agora! Já viu o quanto ele me conhece, né, amores?
O evento aconteceu no ~tão famosinho por aqui estacionamento quatro do Parque e assim que chegamos lá deu para ver que os preços estavam até bons. Sabe aquela sensação de paraíso? Foi assim que fiquei ao saber que estava rodeada por açaí, os olhos chega brilharam. Como açaí é uma coisa que enche pra caramba, nós selecionamos bem o que iríamos pedir. No primeiro estande que paramos, tinha uma placa escrito 'acompanhamentos a vontade' e que de a vontade não tinha nadinha. Enfim, o açaí era bom e ainda vinha com sorvete combinação legal.
Depois decidi que eu queria um açaí artesanal, queria bancar a hipster. Realmente era bem mais saboroso e o preço razoável. Pagamos R$15 em um pote de 500ml. Aqui onde eu moro, essa mesma quantidade de açaí ~não artesanal é em torno de R$9. Conseguimos provar várias coisas legais e acho que valeu muito a pena passar pelo festival.
Outra coisa muito legal que o festival trouxe, foi o estande de doação de pets. Eu nunca tinha visto de perto esse tipo de ação e confesso que dá uma dorzinha no coração por ver aqueles bebês tão fofos esperando um lar. Se eu pudesse teria pegado todos para mim. O que conforta é saber que mesmo que eles não tenham sido adotados eles são muito bem cuidadinhos. Torço para que a maioria ali tenha conseguido um humano para amar.
Além de muita coisa gostosa, teve, ainda, uma feirinha de artesanato, que tinha diversas coisas legais. Comprei uma brusinha fofa de unicórnio por R$20 e precisei confirmar várias vezes com a moça se era mesmo esse preço. É tão raro, né? E faz tempo que procuro peças de unicórnio e não acho, quando acho, custam um rim. Teve música ao vivo com bandas autorais da cidade, o que acho muito legal, visto que hoje em dia é bem raro ter espaço para essas coisas. 

Foi tudo muito divertido e valeu demais deixar a Netflix e minha cama um pouco de lado. Às vezes tenho essa coisa de querer apenas descansar e acabo deixando de fazer várias coisas. Ainda bem que ontem não foi assim.
É a Milca!. Design by Berenica Designs.